terça-feira, 28 de julho de 2009

Traduz pra mim...

traduz pra mim,
meu silêncio, esse jardim vazio, sem pássaros com flores mortas e tristes.

traduz pra mim,
meu silêncio essa manhã cinza de saudade e de poemas soluçantes.

traduz pra mim,
se a vida vale ainda a pena e se esta manhã é apenas um prenúncio de um dia maravilhoso feito riso infantil .

traduz pra mim,
e escreve em meu rosto em caligrafias salgadas essa dor, essa saudade de alguém que não vê com meus olhos essa manhã triste e solitária, que se foi deixando uma rosa amarela e uma margarida tão solitárias quanto eu .

traduz pra mim . . . .

(autor desconhecido)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Por vinte e cinco anos...

Por vinte e cinco luas estive presa

Por vinte e cinco palavras ditas
Por vinte e cinco anjos que
Por vinte e cinco versos tentei viver

Em vinte e cinco versos vivi
Em vinte e cinco vida comuns
De vinte e cinco amores provei
De vinte e cinco labios tirei
As vinte e cinco vidas outra vez
As vinte e cinco vidas me saudaram
E vinte e cinco amores aqui deixei
E vinte e cinco lagrimas derramei

Por vinte e cinco minutos conversei
Por vinte e cinco noites sonhei
Por vinte e cinco luas te esperei
Por vinte e cinco vidas te amarei!

Autor: Felipe Ricardo

quarta-feira, 20 de março de 1996

Chegaste Tarde


Você entrou tarde na minha vida
Tanto tempo ti esperei em vão,
Chegaste apenas para a despedida
Do ultimo sonho do meu coração.

Fiquei sozinho e tão esquecido
Que já não tenho mais ilusão,
Agora estou triste e desiludido,
Sinto findar a minha paixão.

Não temos mais porque insistir
No meu caminho não mais andaras,
Eu ti esperei, mas tardaste em vir,
Agora sozinha também caminharas.

Sei que não vou esquecê-la jamais
Eras bela como um lindo jasmim,
Para mim chegaste tarde demais
Deixando mais triste o meu jardim.

Autor:
José Aparecido Botacini

quinta-feira, 24 de fevereiro de 1994

Teu escravo para sempre...

A cada por do sol volto à casa para comer os frutos do meu pomar!
Caminho pelos meus jardins!
A beleza da minha Flor, não se afasta;
Não murcha com os invernos da vida!

O tempo!...Impotente!
Meu amor não lhe concede passagem;
Não ultrapassa à soleira de nossa casa.
Meu braço o contém de fora...
Meu coração é a trava da mossa porta.

Teu templo...Nosso quarto!
Ergo o véu de nosso leito...Teu santuário!

Os braços meus... Como lençois!
Para todo o sempre!...No silêncio das noites!
Eu!...Teu E s c r a v o!
Tu!...Minha Senhora!